Queda de desempenho quase nunca começa na placa de vídeo
A sequência que mais aparece na bancada é sempre a mesma: a máquina rodava bem, passou a engasgar, e a primeira ideia é trocar a placa de vídeo. Quando medimos, o gargalo costuma estar em outro lugar — temperatura em carga que obriga o hardware a reduzir a própria frequência, fonte que não sustenta o pico de consumo, armazenamento no fim da vida ou sistema disputado por processos em segundo plano.
Reduzir a frequência para se proteger do calor é comportamento normal de projeto, não defeito. O problema é o motivo: dissipador saturado de poeira, pasta térmica ressecada, almofadas térmicas endurecidas na placa de vídeo, ventoinha travada ou fluxo de ar do gabinete empurrando ar quente de volta para dentro. Nesses casos, revisão térmica devolve desempenho sem trocar nenhuma peça cara.
Só depois de eliminar temperatura, energia e software é que a conversa sobre peça nova faz sentido. Com a medição na mesa, a decisão deixa de ser palpite: você vê o que está limitando a máquina e escolhe onde colocar o dinheiro.
